"Ai de nós, educadores e educadoras, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis". (Paulo Freire)
Um Convite
Venha sonhar comigo no País das Maravilhas da Educação...
26 de novembro de 2011
6 de outubro de 2011
27 de agosto de 2011
21 de junho de 2011
20 de junho de 2011
Educação em foco
Professora responde à REVISTA VEJA.... vale a pena dar uma olhada!
Boa leitura!
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina. Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração; Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares. Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos. Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!! Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas. |
♥ Rúbia ♥
17 de junho de 2011
29 de maio de 2011
28 de maio de 2011
23 de maio de 2011
Alguns materiais de estudo do Portal do Professor
link para o Portal do Professor
Acesse materiais temáticos, módulos de auto-aprendizagem, proposições de ensino, parâmetros e referenciais, recursos em diversos formatos para fundamentação e enriquecimento da prática docente.3 de maio de 2011
26 de abril de 2011
5 de abril de 2011
24 de março de 2011
Boa aula de história ...
Samba do Crioulo Doido
Demônios da Garoa -Composição: Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes
Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar
Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta
Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também
O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou
23 de março de 2011
Meu Querido Rubem Alves - O ALUNO PERFEITO -
O ALUNO PERFEITO
Rubem Alves é educador, escritor e colunista da "Folha de SP", onde publicou este texto:
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e
eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo
computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que
desejavam ter! Por isso eles haviam rezado muito, durante toda a gravidez,
chegando mesmo a fazer promessas.
O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam
que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é
memorização. Crianças com memória perfeita vão bem na escola e não têm
problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os
professores
ensinavam. Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam,
diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam sentido. Suas
inteligências recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins. Ficavam de
recuperação.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a
maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas de física,
acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas de eventos
históricos, nomes de reis, imperadores, revolucionários, santos,
escritores,
descobridores, cientistas, palavras novas, regras de gramática, livros
inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o
mundo cultural.
A memória de Memorioso era igual à do personagem do Jorge Luis Borges de
nome Funes. Só tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus
pais.
E os outros casais, pais e mães dos colegas de Memorioso, morriam de
inveja.
Quando filhos chegavam em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles
gritavam: "por que você não é como o Memorioso?"
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele freqüentara
publicou sua fotografia em outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a
ser seguido por todos os jovens.
Na universidade, foi a mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o
dia
tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos
professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT.
Depois da cerimônia acadêmica foi a festa. E estavam todos felizes no
jantar
quando uma moça se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou repórter.
Posso lhe fazer uma pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua
memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: "De tudo o que você memorizou qual foi aquilo que você mais
amou? Que mais prazer lhe deu?"
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a
velocidade da luz procurando a resposta. Mas aquilo não lhe fora ensinado.
Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu.
E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um
chiado estranho dentro de sua cabeça, enquanto fumaça saia por suas
orelhas.
Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos.
Depois apagou, entrou em coma. Levado às pressas para o hospital de
computadores, verificaram que seu disco rígido estava irreparavelmente
danificado.
Há perguntas para as quais a memória não tem respostas . É que tais
respostas não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a
emoção...
(Folha de SP, 24/1)
Rubem Alves é educador, escritor e colunista da "Folha de SP", onde publicou este texto:
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida, e
eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo
computador! Que felicidade ter um computador como filho! Era o filho que
desejavam ter! Por isso eles haviam rezado muito, durante toda a gravidez,
chegando mesmo a fazer promessas.
O batizado foi uma festança. Deram-lhe o nome de Memorioso, porque julgavam
que uma memória perfeita é o essencial para uma boa educação. Educação é
memorização. Crianças com memória perfeita vão bem na escola e não têm
problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os
professores
ensinavam. Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam,
diziam que aquelas coisas que lhes eram ensinadas não faziam sentido. Suas
inteligências recusavam-se a aprender. Tiravam notas ruins. Ficavam de
recuperação.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a
maneira de extrair raiz quadrada, reações químicas, fórmulas de física,
acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas de eventos
históricos, nomes de reis, imperadores, revolucionários, santos,
escritores,
descobridores, cientistas, palavras novas, regras de gramática, livros
inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o
mundo cultural.
A memória de Memorioso era igual à do personagem do Jorge Luis Borges de
nome Funes. Só tirava dez, o que era motivo de grande orgulho para os seus
pais.
E os outros casais, pais e mães dos colegas de Memorioso, morriam de
inveja.
Quando filhos chegavam em casa trazendo boletins com notas em vermelho eles
gritavam: "por que você não é como o Memorioso?"
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele freqüentara
publicou sua fotografia em outdoors. Apareceu na televisão como exemplo a
ser seguido por todos os jovens.
Na universidade, foi a mesma coisa. Só tirava dez. Chegou, finalmente, o
dia
tão esperado: a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos
professores. Ganhou medalhas e mesmo uma bolsa para doutoramento no MIT.
Depois da cerimônia acadêmica foi a festa. E estavam todos felizes no
jantar
quando uma moça se aproximou de Memorioso e se apresentou: "Sou repórter.
Posso lhe fazer uma pergunta?" "Pode fazer", disse Memorioso confiante. Sua
memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: "De tudo o que você memorizou qual foi aquilo que você mais
amou? Que mais prazer lhe deu?"
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a
velocidade da luz procurando a resposta. Mas aquilo não lhe fora ensinado.
Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu.
E, de repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um
chiado estranho dentro de sua cabeça, enquanto fumaça saia por suas
orelhas.
Memorioso primeiro travou. Deixou de responder a estímulos.
Depois apagou, entrou em coma. Levado às pressas para o hospital de
computadores, verificaram que seu disco rígido estava irreparavelmente
danificado.
Há perguntas para as quais a memória não tem respostas . É que tais
respostas não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a
emoção...
(Folha de SP, 24/1)
"Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo. A última coisa que se pode sentir diante da 'eterna novidade do mundo' é tédio. O pensamento é uma criança que explora essa caixa de brinquedos chamada mundo. Pensar é brincar com os pensamentos." (Rubem Alves)
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